Como funciona o parcelamento no cartão
Ao parcelar uma compra, você divide o valor em prestações mensais que entram na fatura do cartão. Existem dois tipos:
- Parcelamento sem juros: o valor total é dividido igualmente pelas parcelas, sem acréscimo
- Parcelamento com juros: a loja ou o cartão cobra juros sobre o valor, tornando o produto mais caro
Quando o parcelamento vale a pena
Parcelamento sem juros em produtos necessários
Se você precisa comprar um eletrodoméstico que quebrou e a loja oferece 10x sem juros, o parcelamento é vantajoso — você paga o mesmo valor e preserva o caixa.
Quando o dinheiro está investido rendendo mais que os juros
Se o parcelamento tem juros de 1% ao mês e seu dinheiro está rendendo 1,2% ao mês, matematicamente vale a pena parcelar e deixar o dinheiro investido.
Quando o parcelamento NÃO vale a pena
- Compras supérfluas que você não precisaria fazer à vista
- Parcelamento com juros acima de 1% ao mês
- Quando as parcelas comprometem mais de 30% da renda
- Para pagar despesas do dia a dia como alimentação e combustível
- Quando você já está endividado
O erro mais comum: o efeito do parcelamento acumulado
Parcelar R$200, R$300, R$500 parece inofensivo. Mas quando você soma todas as parcelas de compras diferentes, pode ter comprometido R$2.000 ou R$3.000 da renda antes mesmo de pagar as contas fixas.
Regra de ouro do parcelamento
Só parcele se você teria dinheiro para pagar à vista. Se não tem o dinheiro, não pode comprar — seja parcelado ou não.
Conclusão
O parcelamento é uma ferramenta, não um salvo-conduto para comprar o que não pode pagar. Use com consciência e acompanhe seus compromissos futuros na sua planilha de controle financeiro.
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